sexta-feira, 29 de maio de 2015

Dois bilhetes à Felix

Felix,

Gostaria de fugir desta festa, com simpatia ágil e sem brechas. Estou aqui, à margem da ceia. Me impus diante do bolo, quero uma fatia deste outubro. O compadecido reacendeu o fogo, mas não se carbura o ranço. 
Palmas. Abraços, 


Felix,

Descubro hoje que o vento de maio não me enverga. É pena. Quem come areia e não digere, qualquer dia vira pedra. É preciso dar férias aos chacras e aos poros. Meus neurônios são como estrelas, vê? tão ilusórios quanto. Meus olhos me perseguem. Estou à espreita do meu próximo passo. É que aconteceu o seguinte: um desconhecido segurou meu braço e me deu conselhos sobre a paixão -- band-aid no calcanhar, dois pra lá dos pra cá, olhe: que Deus me perdoe, mas eu estava bem observando a lua. Meus neurônios são como estrelas. Ou raízes na terra podre. O mofo chegou de repente. Atenciosamente,



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