quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Corredor noturno

Sinais.
Água caindo, caída
ainda agora
amigos abandonados ao pé da escada, inda
canção abandonada dedicada a mim.
Sinais.
Sons.
Água caindo.
Estranhíssimo.
Marca que fica sempre, pois
"De tudo fica um pouco".
Aquele moço que coisa.
Aquela vez inesquecível.
Os presentes na roda.
Os demiurgos, atravessadores.
E o coração da mãe horas antes, dantes. 
seus seios, seu corpo pequeno forte 
dantes dentes dantes dentes bate o sino de Belém.
E de tudo resta um guapo, 
nasce.
Falso brilhante
Ego de retirante
e olhinhos de amante
e cheiro de lubricante, eterno como Proderm e apesar dele
e apesar de e com o pesar de
ylang ylangs, figos da Turquia,
tuberosas do Egito, essa mãos nunca ficarão limpas?,
veja multiuso, cerveja.
Só a lavanda lava.
Só a palavra salva.

Pontada
na alma.
calada.
E bater palma pra doido pular.

Anima-anima-animanimador de festa alheia.
Última ceia – síndrome –
e chegar atrasado. "É sempre um pouco tarde".
Um pouco depois da lua cheia.
Repetir e repetir a disciplina.
Reprovação por falta.
Esquecer os olhos.
Onde é que eu estava?
Saudade do que seria.

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