preciso ter forças gostaria de ter forças de ter certeza de algo em mim para te levar para carregar teu sorriso e morder o teu corpo arrancar da terra teu corpo de capim verde pra ser comido teu corpo de trigo no vento teu corpo sorri no vento como trigo homem que sabe e espera homem que não perde tempo está resolvido já voaste já te plantaram molharam e agora és orgulho e sol agora é tudo orgulho e sol certeza do alimento que se é certeza do alimento secreto certeza do alimento que se é certeza do alimento ao sol
trigo rebentando sob a gola capim molhado para eu morder
o efeito de todo o álcool já passou o efeito de todo o álcool resta o cigarro no peito mais esse vazio covarde tudo que eu poderia ter sido tragado com pressa e cegueira onde está minha anunciada calma? - tambor - de onde vem o riso repetido? - tambor.
e porque não saciei minha fome de trigo e como não me sacio espero às 05:50 no largo da cancela a padaria abrir para que eu possa comprar o pão
silêncio
e calar as bocas na sacromesa com a partilha do pão e da manteiga para não ver o ódio antes do riso, na sacromesa da família
me afastei de ti como quem se encanta na própria dor
mas apareça se tiver fome
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