Te esqueço bem quem mereço
Te lembro pois foi em setembro
Que deitei em meu berço ali
adormeço açucarado suor
encharcado nenê em delírio
Manhã de calor
Desperto saltando
na noite de agora
Desperto saltando na noite de agora em diante
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
rascunho: dois poemas
Névoa clara me declara
Me consola me desola
Me dá mediu me dói
Me diz...
Pavio
Navio
Lençol
Cobrindo a coisa na ilusão da coisa
Na cisão da coisa dentro
Fermento
Calo e recalo
Engulo
Quem ouvirá o impenetrável
Velha esquecida na casa grande
Vive morre cheira a velha
Carne fora do congelador
O saco esquecido fora
A vida esquecida dentro
E a porta estava sempre aberta
sábado, 28 de julho de 2012
Rascunho do amanhecer
preciso ter forças gostaria de ter forças de ter certeza de algo em mim para te levar para carregar teu sorriso e morder o teu corpo arrancar da terra teu corpo de capim verde pra ser comido teu corpo de trigo no vento teu corpo sorri no vento como trigo homem que sabe e espera homem que não perde tempo está resolvido já voaste já te plantaram molharam e agora és orgulho e sol agora é tudo orgulho e sol certeza do alimento que se é certeza do alimento secreto certeza do alimento que se é certeza do alimento ao sol
trigo rebentando sob a gola capim molhado para eu morder
o efeito de todo o álcool já passou o efeito de todo o álcool resta o cigarro no peito mais esse vazio covarde tudo que eu poderia ter sido tragado com pressa e cegueira onde está minha anunciada calma? - tambor - de onde vem o riso repetido? - tambor.
e porque não saciei minha fome de trigo e como não me sacio espero às 05:50 no largo da cancela a padaria abrir para que eu possa comprar o pão
silêncio
e calar as bocas na sacromesa com a partilha do pão e da manteiga para não ver o ódio antes do riso, na sacromesa da família
me afastei de ti como quem se encanta na própria dor
mas apareça se tiver fome
sexta-feira, 6 de julho de 2012
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